Sou servidora concursada como administradora do Instituto Federal Fluminense, campus Macaé e fico muito satisfeita ao ver que a rede federal de ensino nos dá apoio na qualificação profissional, seja em relação à ajuda de custo através das bolsas de estudo, como através dos incentivos a qualificação após a conclusão dos cursos. Atitude esta que pouco vi em instituições privadas da qual já trabalhei. Porém, fico entristecida de não ver na concepção de gestão dos ‘PHDeuses’ da instituição, possibilidade para que essas aprendizagens se tornem efetivas.
Fiz nessa instituição um curso de pós-graduação em Administração pública, cursos de extensão e atualmente estou cursando mestrado em sistemas de gestão na UFF, e em todos fui ressarcida dos valores pagos, atitude que fico muito grata, porém entristecida ao saber do meu potencial, e de ser vista como uma servidora OPERACIONAL, cujo nome nem se sabe ao certo;
Amigos, o que pretendo em meu discurso é levantar a bandeira de que precisamos lutar pelo nosso espaço e tenho total convicção que o Governo Federal quanto nos ajuda em nossas qualificações, espera ter em seu quadro funcionários pensantes, que ajudem na elaboração do planejamento estratégico da instituição, que incentive a crítica construtiva, que colaborem na construção de um ensino melhor. E só assim poderemos ter uma escola democrática, com funcionários pensantes, envolvidos, motivados e não apenas operacionais como muitos de nós somos vistos hoje.
Um grande abraço
Isabela Baptista
Que palavras bem colocadas! Eu acredito que todos precisamos ter a consciência de que para se ter autononia é fundamental ter-se autonomia. Autonomia no respeito ao pensar do outro. Pré-julgar colegas com as lentes de um ranço histórico mal resolvido, pode gerar refluxos indesejáveis. Vc está correta Isabela.
ResponderExcluirOi, cometi um equívoco: eu quiz dizer: para se ter democracia é fundamental respeitar-se a autonomia de cada ser pensante.
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