segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Por que não Informática Industrial II?

Nosso curso de Engenharia em Controle e Automação obteve grau 4, em sua avaliação. Entretanto isso não significa que não hajam pontos a serem aperfeiçoados. Observo certa desproporcionalidade na distribuição das horas-aula entre as disciplinas complementares e disciplinas de formação profissional. O currículo atual conta com disciplinas como Economia, Programação Econômica e Financeira, Teoria Geral de Administração e Administração de Recursos Humanos. Embora com conteúdos específicos, as disciplinas Economia e Programação Econômica e Financeira, poderiam ser consolidadas em uma nova disciplina, a Engenharia Econômica. Os atuais 8 tempos de aula, aplicados naquelas duas disciplinas passariam a ser 4 tempos de aula, em Engenharia Econômica, disponibilizando 4 tempos de aula para mais uma disciplina ligada à Automação Industrial, no caso, Informática Industrial II, à semelhança do que ocorre com a área de Controle que conta com as disciplinas Controle I e Controle II.

Qual o benefício em se implantar a disciplina Informática Industrial II, no nono ou décimo período do curso? Inicialmente permitiria abordar assuntos que não são trabalhados atualmente como, por exemplo, Controle Numérico e estudo sobre Sistemas de Manufatura. Além disso, nesta nova disciplina poder-se-ia integrar os conhecimentos adquiridos previamente nas disciplinas Informática Industrial, Redes de Computadores e Sistemas Supervisórios, em pequenos projetos de Automação, mediante o uso da rede de computadores, CLPs e bancada didática para automação, que atualmente equipam o Laboratório de Automação. É de se esperar que a contribuição ao perfil do egresso do Curso de Engenharia de Controle e Automação, com a implantação desta da disciplina proposta, amplie a empregabilidade de nossos egressos, fortalecendo o bom conceito que o curso e a Instituição têm na Região.

Autor: Luciano Braga de Lacerda.

Revisor: Luiz Roque.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Do Outro Lado do Balcão

A vida é fonte generosa em possibilidades de metáforas. Uma das que mais gosto é aquela que menciona estar “do outro lado do balcão”. Acho interessante quando se transporta para um balcão de atendimento, por exemplo. De um lado há o solicitante e do outro lado, o atendente que tem por obrigação atender o solicitante. Fica mais interessante quando se nota as diferentes percepções sobre o mesmo fato. Quem solicita se entende no direito de ser prontamente atendido não importando se sua demanda pode ser atendida, na medida em que sua visão está condicionada ao seu lado no balcão e, que por isso, ignora os procedimentos e ações que o atendente deve seguir. Tomando-se o referencial do atendente não se pode deixar de imaginar que, se quem solicita o faz de forma arrogante, que se irrite com o mesmo e o atenda mal. O que se pode extrair deste fato tão comum em nosso cotidiano e que se manifesta em muitas de nossas relações pessoais? A meu ver, a compreensão que as percepções são condicionadas ao “lado do balcão” em geral quem solicitam em geral, ignora o conjunto concreto que impele o atendente a tomar certas atitudes.

Mais interessante ainda é se transpusermos esta metáfora para o balcão de um bar. Imaginemos que o atendente tem por obrigação atender aos desejos do cliente e este, por sua vez, reclama que o chope está quente e a batata frita fria, ignorando se o bar está cheio, se faltou pessoal e outros tantos motivos.

Claro é que há o mau atendimento, mas não se pode desprezar o efeito da ignorância dos processos manifestada pelo, no caso, cliente. Imaginemos por um instante um garçom, todo suado em função de seu trabalho extenuante, escutando desaforos de pessoas sentadas rindo a valer.

Em Administração a possibilidade de aplicação desta metáfora é muito freqüente. Em geral as pessoas se entendem no direito de pensar que sempre fariam melhor se estivessem na posição do administrador, mas, ignorando o contexto em que a ação foi efetuada. É obvio que, dada a natureza humana do administrador haverá erro e, a virtude daquele administrador está em enfrentar responsavelmente as conseqüências de seus atos.

Uma das atribuições dos “do outro lado” está em, respeitosamente, indicar as possibilidades de equívoco. Uma instituição não pode ser entendida como um time de futebol onde a equipe técnica é a Administração e os “do outro lado do balcão” torcedores.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Um Pingo de Razão

As idéias são apaixonantes quando expostas em propostas coletivas. Entretanto, quando se olha mais de perto o coletivo, percebe-se que existe uma fração da comunidade que se entende mais legítima do que todo o restante para resolver por si só todas as situações-problema. A meu ver esse comportamento não é repreensível e sim humano dado que, a disputa pelo poder ou sua manutenção está sendo praticada. Quero deixar claro que esse procedimento é comum a todos os participantes do atual processo eleitoral.

Voltando às propostas, quanto mais a proposta se limita a apresentar o senso comum do que deve ser feito, mais as pessoas tendem a se apaixonar pela mesma dado que, reflete um anseio entendido como coletivo, e por isso forte. A simples indicação das necessidades gerais não implica em viabilidade de execução.

Em todo ambiente de trabalho há o conhecimento explícito, que é passível de ser descrito em um manual e o tácito, aquele que o trabalhador “aprende” no exercício do seu próprio trabalho. Nesse sentido, ou seja, entendendo que quaisquer dos grupos têm visão parcial e limitada às de seus adeptos, e que o conhecimento das necessidades tanto conceituais quanto práticas repousam sobre quem vivencia em seu cotidiano o trabalho específico, é que democraticamente conclamamos todos os colegas, independentemente de sua opção por este ou aquele candidato para a Direção Geral, a se valer de sua autonomia enviando sua contribuição na elaboração de um programa de gestão, refletido num conjunto de medidas e ações que, traduza o conhecimento de um coletivo mais amplo, sobre o que precisa ser feito nos próximos quatro anos para o e-mail: lucdelacerda@yahoo.com.br.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Noticia: Ensino técnico federal em greve

"Professores e demais servidores dos Institutos Federais entraram em greve em massa e existem bons motivos para que o façam. Eles querem chamar a atenção para o descaso com que alguns aspectos essenciais do ensino técnico foram tratados durante a grande expansão desse tipo de ensino, expansão que vem ocorrendo desde o 2º mandato do governo Lula e continua no governo Dilma.

A concessão da dedicação exclusiva (DE) e das vantagens salariais decorrentes é hoje muito mais árdua, pois não há critério transparente para a concessão e o MEC sinalizou com menos vagas em concurso para reitores que concedessem a DE. Conseqüência: a DE passou a ser quase um privilégio dos professores mais antigos. Os campi mais tradicionais – que cederam muitos professores para cargos de direção nos novos locais – viram-se também com muitos temporários e agora duas classes de professores efetivos: os sem DE e os com DE, com a conseqüente divisão que isso provoca. Completando o quadro confuso, não há plano de carreira bem estabelecido para professores e servidores, embora as negociações para isso venham se arrastando há anos e sem solução à vista."

Texto completo http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/ensino-tecnico-federal-em-greve

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Nossa Proposta de Trabalho

Política de Pessoal:

  • Respeito às posições assumidas no processo eleitoral, sem represálias ou ressentimentos, visto que este é parte orgânica do processo de definição da gestão institucional;
  • Incentivo à fixação do servidor no campus, mediante:

capacitação direcionada aos interesses da Administração (técnicos administrativos) e dos cursos (docentes);

Mapear através da CGP a necessidade de cursos para progressão funcional;

Contratação de cursos de capacitação para oferecimento no campus, evitando deslocamento de servidores;

Desenvolvimento e capacitação dos servidores através de avaliação de treinamento – analisar e divulgar cursos e treinamentos para os servidores em suas áreas de atuação de forma a integrar objetivos institucionais com os de progressão funcional do servidor;

  • Divulgação dos deveres e direitos dos servidores mediante encontros periódicos;

  • Recepção e orientação dos novos servidores;

  • Edital interno para preenchimento de oportunidades em convênios e projetos entre os servidores do campus, estabelecendo as condições necessárias para isto, quais sejam:

cumprimento das atribuições funcionais no IFF Macaé, conforme parecer específico para esta finalidade da Coordenação / Diretoria a qual pertence o servidor;

capacidade técnica e disponibilidade de cumprimento das atribuições previstas no convênio;

Não havendo servidores no campus na condição acima, divulgação entre servidores de outros campi inscritos em edital de transferência para o campus Macaé;

Assistência ao Estudante:

Criação de diretoria de assistência ao estudante, para facilitar e sistematizar a política institucional de bolsas (transporte, alimentação, auxílio moradia, etc.) condições para usufruir benefícios, formalização das condições acúmulo e das vedações a acúmulo, etc.

Infraestrutura:

Revisão das instalações elétricas do campus e das condições de operação da subestação;

A partir do projeto que está sendo executado, discutir com as diretorias, coordenações, docentes e técnico administrativos interessados a destinação de uso do bloco 7;

Implantar rotina de manutenção preventiva das instalações do campus;

TI:

Criação de conta para todos alunos no servidor acadêmico, para customizar as necessidades e permissões de acesso, evitando o acesso genérico ‘login aluno senha aluno’;

Ampliação da Banda Passante contratada de acesso à Internet, possibilitando liberar sites bloqueados por falta de largura de banda como You Tube e redes sociais;

Cobrar a descentralização das bases de dados dos sistemas acadêmico e SUAP;

Automatização dos procedimentos dos setores com desenvolvimento de softwares específicos para CGP, Protocolo e Transporte;

Ensino:

Distribuição de docentes por coordenações ou áreas;

Definição de ocupação percentual da carga horária dos docentes por coordenação de atuação, inclusive nos cursos superiores, para viabilizar funcionamento mais efetivo das coordenações e a criação de colegiados de curso;

Revitalizar as atividades de laboratório, reforçando o papel do laboratorista como auxiliar do docente responsável pela disciplina;

Estudar a realização efetiva de módulo de nivelamento para os ingressantes no EMI e nos cursos técnicos subsequentes;

Reimplantar setor de coordenação de turno com supervisão / treinamento de pessoal efetivo do campus, contratação de servidores terceirizados;

Definir horários semanais para a reunião entre professores, contemplando as diversas modalidades de ensino e o horário noturno;

Divulgação prévia da pauta, horários de início e fim destas reuniões;

Criação de uma “Comissão de Avaliação de Desempenho”, com o objetivo de identificar as causas determinantes do rendimento escolar dos estudantes, fornecendo subsídios à CPA;

Rever o Projeto Pedagógico do curso de Engenharia, à luz das discussões do processo de reconhecimento com objetivo de permitir a flexibilização curricular evitando a retenção desnecessária do estudante;

Ampliação do corpo técnico e informatização da biblioteca central, com implantação da Biblioteca virtual (Biblioteca 2.0).

Prioridade emergencial de atenção e recursos ao registro acadêmico (em servidores / hora) e avaliação, em associação com o curso de Informática, da possibilidade de uso do sistema aberto de gestão unificada disponibilizado no domínio do software público brasileiro;

Incentivo aos docentes 20 h a participação no curso de graduação em Engenharia de Controle e Automação, por exemplo, nas disciplinas a partir do 7º período oferecidas no horário noturno;

Implantar escala de aplicação nas semanas de prova;

Estudar a criação de curso técnico de Petróleo e Gás, no eixo de Produção Industrial;

Estudar a criação de curso técnico na forma do EMI de técnico em Segurança do Trabalho ou Controle Ambiental no eixo de Ambiente, Saúde e Segurança;

Criação de bibliotecas setoriais associadas a núcleos de pesquisa, conforme item a seguir;

Pesquisa:

Implantação de Direção de Pesquisa separada do Ensino;

Apoio à criação de núcleo de pesquisas na área de automação e controle e criação de laboratórios associados a núcleos nesta área já existentes em outros campi;

Apoio à criação de outros núcleos de pesquisa, com disponibilização de espaço físico, infraestrutura de TI e aquisição de material bibliográfico para implantação de bibliotecas setoriais;

Extensão:

Implantação de acompanhamento de egressos como parte da carga horária docente;

Implantação de acompanhamento de estágio como parte da carga horária docente;

Regulamentação de conflitos prática profissional / ensino;

Realização de eventos direcionados à integração de aluno e egressos;

Incentivar a criação de uma ‘comunidade’ de egressos;

Dinamização da implantação de cursos para servidores;

Comunicação Institucional:

  • fomentar a propagação das informações em ‘tempo real’ entre os servidores, utilizando variedade de mídias, atendendo às especificidades de acesso;

Administração

Padronização das rotinas e procedimentos;

Estabelecer reuniões periódicas, com frequência adequada, com coordenadores e respectivas direções [coordenadores de ensino, coordenadores administrativos e reuniões integradas entre estes setores];

Definir atribuições e alçadas [de tomada de decisão] dos servidores Diretores, coordenadores, servidores técnico-administrativos e docentes;

Implantar de setor de patrimônio, envolvendo o recebimento, conferência e eventual aceitação ou não de material adquirido;

Com objetivo de agilizar e padronizar procedimentos:

Criação de manual de normas e procedimentos para padronização e consolidação das rotinas e procedimentos;

Implantação de fluxograma dos principais processos com fins de possibilitar a gestão por processos;

Customização de sistema integrado de gestão de forma a integrar dados e processos da instituição em um único sistema (Integrar sistema de compras, contabilidade, patrimônio, Recursos humanos, registro acadêmico dentre outras funções de forma a agilizar processos, auxiliar a tomada de decisão);

Implantação de setor de controle e fiscalização de contratos vigentes no campus, para acompanhamento e fiscalização dos contratos, fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas e tributárias referentes aos contratos de manutenção, vigilância, conservação e limpeza, etc.

Orçamento:

Descentralização financeira-orçamentária tendo como pré-requisitos: capacitação de pessoal, aumento do quadro de servidores nos setores de compras e contabilidade;

Autonomia financeira e orçamentária com coerência (implicando atuação dos servidores do setor, inclusive treinamento) em Macaé;

Reivindicar junto à reitoria, setor adjunto de Procuradoria em Macaé;

A piora no salário dos professores das Federais









Salário das Carreiras – Descontada a Inflação

Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-piora-no-salario-dos-professores-das-federais

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O que acontece depois do reconhecimento

Para renovação de reconhecimento: Essa avaliação é feita de acordo com o Ciclo do Sinaes, ou seja, a cada três anos. É calculado o Conceito Preliminar do Curso (CPC) e aqueles cursos que tiverem conceito preliminar 1 ou 2 serão avaliados in loco por dois avaliadores ao longo de dois dias. Os cursos com conceito 3 e 4 receberão visitas apenas se solicitarem.

Nota Técnica: 8 Componentes da Nota do CPC –
1- Numero de professores doutores
2- Número de professores mestres
3- Número de professores com dedicação integral

(informações extraídas do cadastro docente, informado pela IES)

4- Infra-Estrutura
5- Organização Didático-Pedagógica

(informações obtidas a partir de questionário do ENADE respondido pelos estudantes)

Questionário do ENADE: INEP tornará disponível o Questionário do Estudante, de participação obrigatória, no período de 07 outubro a 06 de novembro de 2011, exclusivamente por meio do endereço eletrônico http://www.inep.gov.br. A consulta individual ao local de prova e impressão do Cartão de Informação do Estudante será obrigatoriamente precedida pelo preenchimento do Questionário do Estudante.

6- Nota Obtida pelos concluintes no ENADE (São considerados estudantes concluintes (último ano do curso) aqueles que tiverem concluído pelo menos 80% (oitenta por cento) da carga horária mínima do currículo do curso da IES)

7- Nota Obtida pelos ingressantes no ENADE (São considerados estudantes ingressantes aqueles que tenham iniciado o curso, oriundos do principal processo seletivo da IES, com matrícula inicial no ano letivo de 2011 em curso a ser avaliado pelo Enade)

8 – IDD: resultante da diferença entre o desempenho médio obtido no Enade pelos alunos concluintes de um curso e o desempenho médio que era esperado para esses mesmos alunos, dadas as informações existentes sobre o perfil dos ingressantes desse curso

Fonte: www.inep.gov.br/notas-tecnicas

domingo, 7 de agosto de 2011

Engenharia de Parabéns!

Segundo informe da pagina do IFF de hoje (07/08), “Curso de Engenharia de Controle e Automação obtém Reconhecimento com Conceito 4.”
A nota do curso reflete as dimensões abaixo, segundo o Instrumento de Reconhecimento adotado pelo INEP:
Nota 4 significa que a Organização Didático-Pedagógica, Corpo Docente, Instalações Físicas atendem de forma PLENA às demandas do curso; se o adjetivo fosse SUFICIENTE a nota seria 3, e se fosse EXCELENTE a nota seria 5. Parabenizamos todos do nosso campus, alunos, docentes e técnicos administrativos e pró-reitorias envolvidas e temos como objetivo chegar ao EXCELENTE.